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Protocolo Raiz®
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Carta para os pais: como escrever a sua, passo a passo, com dois modelos

Toni Deivid
Por , reprogramador mental, criador do Protocolo Raiz® Atualizado em

Escrever uma carta para os pais é um jeito de colocar no papel o que você agradece, o que doeu, o que você devolve e o lugar que assume na própria vida. Ela pode ser enviada ou guardada, e as duas têm valor. Abaixo há um roteiro em quatro passos e dois modelos curtos, um de gratidão e outro de perdão para uma relação difícil.

Comece pela harmonização com o pai e com a mãe. É gratuita.

No app do Protocolo Raiz® você faz o cadastro e aplica os dois códigos de harmonização de base, um para o campo do pai e outro para o campo da mãe, no seu ritmo.

Tem coisa que a gente passa a vida inteira querendo dizer para o pai ou para a mãe. Um obrigado que nunca saiu. Uma mágoa que ficou entalada. Uma pergunta que ninguém respondeu.

A carta para os pais dá forma a isso. Ela tira o que está solto por dentro e coloca no papel, onde você consegue olhar com mais clareza.

Nesta página você encontra por que escrever, um roteiro em quatro passos e dois modelos curtos para começar.

Por que escrever uma carta para os pais?

A relação com os pais é a base de muita coisa na vida adulta. No Protocolo Raiz®, o campo da mãe responde pelo receber, e o campo do pai responde pelo sustentar. Quando algo ficou em aberto em um desses campos, o padrão costuma se repetir em outros lugares: no dinheiro, na relação, no trabalho.

Escrever ajuda porque muda a sua posição diante da história. Ao escrever, você sai do lugar de refém e vira observador. A mágoa que girava na cabeça ganha começo, meio e fim.

E tem um detalhe importante: escrever à mão. A mão desacelera o pensamento e dá tempo para a emoção aparecer.

A carta que você envia e a carta que você não envia

Existem duas cartas possíveis, e as duas têm valor.

A carta que você não envia é a mais livre. Ela é só sua. Nela cabe tudo: a raiva, a saudade, a pergunta sem resposta. Ninguém vai ler, e por isso você pode ser inteiramente honesto.

A carta que você envia é escrita pensando em quem vai receber. Ela costuma ser mais curta, mais cuidadosa, com foco em gratidão e no lugar que você quer ocupar a partir de agora.

Uma sugestão: escreva sempre a primeira. Se depois sentir vontade de enviar, escreva a segunda a partir dela.

Roteiro em quatro passos

Separe papel, caneta e um tempo sem interrupção. Escreva uma carta para o pai e outra para a mãe. Misturar os dois costuma deixar o texto confuso.

1. O que agradecer

Comece pela vida. Ela veio através deles, e esse é o ponto de partida de qualquer carta.

Depois, liste o que eles puderam dar. Pode ser pequeno: um cuidado, um ensinamento, um gesto que você lembra. Na relação difícil, a gratidão às vezes cabe numa linha só, e tudo bem.

2. O que reconhecer que doeu

Escreva o que faltou e o que machucou, com palavras simples. "Eu senti falta de..." "Doeu quando..."

Aqui a regra é honestidade. Diminuir a dor deixa a carta vazia. Exagerar deixa a carta presa na raiva. Escreva do jeito que foi para você.

3. O que devolver

Muita coisa que a gente carrega pertence aos pais: medos, culpas, frustrações, histórias de falta que vieram de outra geração. No Protocolo Raiz®, isso tem nome: lealdade invisível.

Neste passo você escreve o que devolve. "Eu te devolvo o teu medo de não ter o suficiente." "Eu te devolvo a culpa que eu carreguei por ti."

Devolver alivia você e deixa a história deles com eles.

4. O lugar que você assume

Termine dizendo qual lugar você ocupa a partir de agora. O lugar de filho ou filha adulto, que recebe o que veio, devolve o que pesa e segue com a própria vida.

Existem dois lugares que drenam força diante dos pais. Ficar acima, julgando e tentando salvar, que é o caminho da parentificação. Ou ficar abaixo, implorando aprovação, como acontece com quem cresceu com amor condicional. A carta ajuda você a sair dos dois.

Modelo 1: carta de gratidão

Use como ponto de partida e troque pelas suas palavras.

Mãe (ou pai),

Eu quero te agradecer pela vida. Ela chegou a mim através de você, e eu sei que isso é o maior presente que recebi.

Obrigado por [um cuidado, um ensinamento, uma lembrança].

Eu sei que nem tudo foi fácil para você. Hoje eu enxergo melhor o que você carregou.

O que você me deu de bom, eu levo comigo. E sigo a minha vida com isso, do meu jeito.

Com amor, [seu nome]

Modelo 2: carta de perdão para uma relação difícil

Este modelo serve para a carta que você não envia. Escreva primeiro, e só depois decida o que fazer com ela.

Pai (ou mãe),

Eu reconheço que a vida veio através de você. Por isso, eu te dou um lugar na minha história.

Também reconheço o que doeu. Eu senti falta de [o que faltou]. Doeu quando [o que aconteceu].

Eu te devolvo o que é teu: [o medo, a culpa, a raiva, a história que não é minha].

Eu escolho soltar essa mágoa para seguir em frente. Isso convive com os limites que eu preciso manter.

Agora eu ocupo o meu lugar de filho(a) adulto(a). Eu sigo a minha vida.

[seu nome]

Perdoar, aqui, é parar de carregar a dívida dentro de você. Esse perdão pode acontecer sem reaproximação e sem aceitar de novo o que feriu. Se a relação envolveu situações graves, faça esse caminho junto com um profissional que acompanhe você de perto.

Honrar e ter limite cabem na mesma carta

Em Êxodo 20:12 está o pedido de honrar pai e mãe:

"Honra a teu pai e a tua mãe, para que teus dias se alarguem na terra que o SENHOR teu Deus te dá." (Êxodo 20:12, BLIVRE)

Honrar é dar lugar à origem. Você pode reconhecer a vida que veio por eles e, ao mesmo tempo, proteger a sua. Muitas marcas dessa relação aparecem em traumas de infância, e elas merecem ser olhadas com calma.

Depois da carta

Leia a sua carta em voz alta, sozinho. Repare em qual frase a voz falha. Ela mostra onde a emoção ainda está guardada.

Guarde a carta, envie a versão cuidadosa ou faça um gesto de entrega, como queimar com segurança. O gesto importa menos que a decisão de soltar.

Continue com a Harmonização de Base

A carta abre a conversa por dentro. A Harmonização de Base aprofunda esse trabalho com dois códigos de reprogramação gratuitos, um para o campo do pai e outro para o campo da mãe, no app do Protocolo Raiz®.

Se escrever mexeu com você, esse é um bom próximo passo. Quando pai e mãe ficam em paz dentro de você, muitas pessoas relatam mais merecimento para receber e mais força para sustentar as próprias decisões.

Perguntas frequentes

Como escrever uma carta para os pais?

Escreva à mão, com calma, em quatro partes: o que você agradece, o que reconhece que doeu, o que você devolve e o lugar que você assume hoje. Escreva primeiro sem censura. Depois decida se a carta vai ser enviada ou guardada.

Como escrever uma carta de perdão para o pai ou para a mãe?

Comece reconhecendo com honestidade o que doeu, sem diminuir nem exagerar. Depois escreva o que você escolhe soltar e o que devolve a eles. Perdoar abre espaço para seguir em frente e pode conviver com limites claros.

Preciso entregar a carta para os meus pais?

Não é obrigatório. A carta que você guarda já faz um trabalho importante dentro de você. Se decidir enviar, escreva uma segunda versão, mais curta e cuidadosa, pensando em como ela vai ser recebida.

Posso escrever uma carta para o pai ou a mãe que já morreu?

Pode, e muita gente sente alívio ao fazer isso. A carta dá forma ao que ficou guardado. Você pode ler em voz alta, guardar num lugar especial ou queimar com cuidado, como um gesto de entrega.

Comece pela harmonização com o pai e com a mãe. É gratuita.

No app do Protocolo Raiz® você faz o cadastro e aplica os dois códigos de harmonização de base, um para o campo do pai e outro para o campo da mãe, no seu ritmo.

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Toni Deivid

Sobre o autor

Toni Deivid é reprogramador mental e criador do Protocolo Raiz®. Estudou com Tony Robbins em Birmingham, na Inglaterra, e se formou em reprogramação emocional no Brasil. Tem mais de 60 especializações em desenvolvimento pessoal e marketing e é cofundador do Instituto Cura e Coragem, que atende pessoas no mundo todo.

Conheça a trajetória do Toni Deivid