Eclesiastes 5:19: desfrutar como presente de Deus e o medo de ser mal interpretado
E todo homem a quem Deus deu riquezas e bens, e lhe deu poder para comer delas, e tomar sua parte, e se alegrar de seu trabalho; isto é presente de Deus.
Eclesiastes 5:19 afirma que receber riquezas e ter poder para desfrutar delas e se alegrar com o trabalho é presente de Deus. O verso separa ter de conseguir aproveitar. No Protocolo Raiz®, ele toca o bloqueio do medo de ser mal interpretado por ter abundância, que faz a pessoa esconder conquistas e evitar celebrar.
Eclesiastes 5:19 é um verso sobre desfrutar. Na Bíblia Livre: “E todo homem a quem Deus deu riquezas e bens, e lhe deu poder para comer delas, e tomar sua parte, e se alegrar de seu trabalho; isto é presente de Deus.”
Repare que o verso fala de dois presentes. Um é receber riquezas e bens. O outro é ter poder para aproveitá-los. São coisas diferentes, e muita gente vive só a primeira.
O contexto de Eclesiastes
Eclesiastes é um dos livros mais honestos da Bíblia. O autor se apresenta como o Pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém, e a tradição associa o texto a Salomão. Ele observa a vida com olhar crítico e repete uma palavra: vaidade, no sentido de sopro, de algo que passa.
O capítulo 5 fala de dinheiro sem rodeio. Quem ama o dinheiro nunca se satisfaz com ele. Existe riqueza guardada para o mal de quem a guarda. Existe gente que acumula e vai embora de mãos vazias. O Pregador viu tudo isso.
E então, nos versos 18 e 19, ele faz uma afirmação positiva. Comer, beber, se alegrar com o trabalho e desfrutar dos bens que Deus deu é bom. É a porção da pessoa. É presente.
O significado do verso
O verso conversa com Eclesiastes 3:13, que diz algo parecido: “que todo homem coma, beba e fique contente com todo o seu trabalho; isto é um presente de Deus”. O livro volta a essa ideia mais de uma vez.
O ponto central é o “poder para comer delas”. Ter recursos é uma coisa. Conseguir usufruir com paz é outra. O Pregador trata essa segunda capacidade como um dom à parte.
O bloqueio que esse versículo revela
No mapa dos Códigos de Salomão, Eclesiastes 5:19 está ligado ao medo de ser mal interpretado por ter abundância.
Você conquistou. Trabalhou, cresceu, organizou a vida. Mas guarda tudo em silêncio. Evita contar uma boa notícia. Muda de assunto quando perguntam do trabalho. Não comemora, ou comemora escondido. O medo é claro: o que vão pensar?
As raízes costumam estar em feridas com figuras religiosas ou familiares que criticavam quem tinha dinheiro. E na crença de que riqueza é sinal de soberba. Se ter é suspeito, mostrar que tem parece confissão.
O efeito vai além da vergonha. Você fica mudo exatamente onde poderia ensinar com o exemplo. Quem está ao seu redor perde a chance de ver que é possível prosperar com valores. E você perde o segundo presente do verso: o de desfrutar.
Esse medo se conecta com o receio da inveja e com a dificuldade de celebrar, trabalhada em Provérbios 13:9.
Valores claros reduzem o ruído
Quando você sabe por que tem o que tem e para que usa, o julgamento alheio perde força. Valores claros funcionam como uma resposta pronta, dada com serenidade.
O caminho passa pela coerência. Você pode ser discreto e, ao mesmo tempo, deixar de se esconder. Pode falar da sua prosperidade com simplicidade quando for o caso. O pilar de escassez financeira mostra como o medo do olhar dos outros também trava o dinheiro.
O que muda quando o padrão é trabalhado
No Protocolo Raiz®, esse bloqueio é trabalhado com o código da liberação da culpa por ter dinheiro, cujo decreto é “Eu posso prosperar sem trair quem amo”.
Quando o medo é reconhecido, você recupera o direito ao segundo presente. Desfruta do que conquistou sem pedir desculpas. Fala dos seus valores com tranquilidade. E passa a inspirar pelo exemplo. O exercício abaixo propõe uma declaração de valores financeiros em seis linhas e três respostas simples para as perguntas que mais incomodam.
Sinais desse bloqueio na vida
- Medo de julgamento
- Se esconde após conquistas
- Não celebra
De onde ele costuma vir
- Feridas com figuras religiosas ou familiares
- Crença de que riqueza é soberba
Exercício
Redija uma “declaração pública de valores financeiros” em seis linhas e um pequeno FAQ (perguntas e respostas) com três respostas padrão para perguntas comuns sobre sua prosperidade.
O código ligado a este bloqueio
No Protocolo Raiz®, este padrão é trabalhado com este código da coleção Códigos de Salomão:
- 10. Código da Liberação da Culpa por Ter Dinheiro“Eu posso prosperar sem trair quem amo”
Perguntas frequentes
O que significa Eclesiastes 5:19?
O verso diz que, quando Deus dá riquezas e bens a alguém e também a capacidade de aproveitá-los e de se alegrar com o trabalho, isso é presente de Deus. Ele valoriza duas bênçãos diferentes: ter e conseguir desfrutar.
Quem escreveu Eclesiastes?
O autor se apresenta como o Pregador, filho de Davi e rei em Jerusalém. Por isso a tradição associa o livro a Salomão. É um texto de reflexão sobre o sentido da vida, do trabalho e das riquezas.
Por que tenho vergonha de mostrar que estou prosperando?
Quem foi criticado por figuras religiosas ou familiares, ou cresceu ouvindo que riqueza é sinal de soberba, aprende a esconder o que conquista. O medo do julgamento fala mais alto do que a alegria. Esse padrão tem origem e pode ser reprogramado.
Quer aplicar os Códigos de Salomão na sua vida?
Os 21 códigos, o mapa dos bloqueios e o devocional de 21 dias estão reunidos na coleção Códigos de Salomão. Você aplica em si mesmo, no seu ritmo.
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Sobre o autor
Toni Deivid é reprogramador mental e criador do Protocolo Raiz®. Estudou com Tony Robbins em Birmingham, na Inglaterra, e se formou em reprogramação emocional no Brasil. Tem mais de 60 especializações em desenvolvimento pessoal e marketing e é cofundador do Instituto Cura e Coragem, que atende pessoas no mundo todo.
Textos bíblicos da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.